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Que bom, Senhor, viestes visitar
a terra.
Que bom. Viestes ver com teus
próprios
olhos santos esta humanidade.
Que achou, Senhor?
Era como tu imaginavas ser? Por
certo, não.
Se fosse, Senhor, tanto puxão de
orelhas não darias,
tanto ensinamento não deixarias.
É, Senhor, são estes teus
irmãos, crias do mesmo Pai.
A arrogância a muitos chegou, o
amor deu lugar
ao ódio e o mundo contaminou.
Sei, Senhor, o quanto nos amou e
torce por nós, o quanto
demonstrou do teu amor, até
deixou-se pregar em uma cruz,
teu corpo lá colocaram e ali,
Senhor, teu Espírito, a Deus
entregou.
Nas andanças que fizestes,
quantos queriam te maltratar,
outros te louvar, são percalços
do mundo, Senhor, a todos vós
não agradastes, mas mesmo nas
indiferenças, a todos, vós
acolhestes, teu amor ofertou.
Nesta oferta, muitos milagres
praticou, mortos o Senhor
ressuscitou, o pão dividiu,
manifestou seu amor, despediu-se
dizendo que iria preparar-nos
lugar, deixou sua doutrina para
ela praticar, mas Senhor, muitos
não a querem trilhar.
Sei também, Senhor, todos vamos
fazer esta trajetória, dois
caminhos irão se apresentar, um
teremos que escolher. Sei, o
Senhor me ensinou, chega-se um à
casa do Pai, o outro à casa da
perdição, os sábios e limpos de
coração, por certo os do teu
lar, a casa do Pai alcançarão.
Que muitos neste trajeto
terreno, honrando, dando graças,
ajudando outros a crescer,
encontre suas cruzes. Que saibam
com paciência a cruz levar,
entregando a vós, Senhor, quando
cansados nos fizermos, esta
cruz, no invisível, o Senhor nos
ajudará a levar, de passo em
passo, de fé em fé, chegaremos
ao calvário, libertos de todo
mal, lá depositaremos nossa
cruz, no fim teremos a glória
eternal.
(Autor
desconhecido)
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