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Narra
uma
lenda
judaica
que
dois
irmãos
que
haviam
vivido
sempre
na
cidade,
resolveram
fazer
um
passeio
no
campo.
Enquanto
caminhavam,
viram
um
homem
que
arava
uma
grande
porção
de
terra
e
acharam
muito
estranho,
não
conseguindo
entender
porque
ele
destruía
assim
a
campina.
Na
seqüência,
observaram
que
o
homem
colocava
sementes
nos
sulcos
que
fizera.
Um
dos
irmãos
achou
que
o
campo
era
um
local
de
loucos,
pois
jogava
fora
trigo
bom.
Por
isso,
voltou
à
cidade.
O
outro
irmão,
contudo,
observou
que
poucas
semanas
depois,
os
pés
de
trigo
começaram
a
brotar.
O
campo
era
um
imenso
tapete
verder.
Escreveu
para
o
irmão
da
cidade
a
fim
de
que
ele
viesse
verificar,
com
seus
próprios
olhos,
a
maravilha.
Ele
veio
e
realmente
se
maravilhou.
Mas,
passados
alguns
dias,
o
verde
dos
brotos
foi
dando
lugar
ao
dourado.
Então
ambos
entenderam
o
trabalho
do
semeador.
Depressa
o
trigo
amadureceu.
O
semeador
trouxe
a
foice
e
começou
a
ceifar.
O
irmão
que
havia
retornado
à
cidade
não
conseguia
acreditar
no
que
via:
O
homem
parece
doido,
dizia.
Trabalhou
o
verão
todo
e
agora
destrói,
com
suas
próprias
mãos,
a
beleza
do
trigal
maduro.
E
voltou
para
a
cidade,
fugindo
do
campo.
O
outro
tinha
mais
paciência.
Ficou
e
seguiu
o
fazendeiro.
Assistiu
a
colheita,
viuo
levar
o
trigo
para
o
celeiro.
Observou
como
ele
retirou
o
joio
do
trigo
e
o
cuidado
com
o
armazenamento.
Sua
admiração
foi
ainda
maior
ao
se
dar
conta
de
como
um
saco
de
trigo
semeado
se
transformara
na
colheita
de
todo
um
trigal.
Só
então
compreendeu
a
razão
por
detrás
de
cada
ato
do
semeador.
Muitos
de
nós
somos
como
o
irmão
impaciente
da
lenda.
Não
aguardamos
o
tempo
nem
os
resultados
e
julgamos
Deus
pelas
aparências.
Pelo
imediatismo.
Do
plano
terreno,
que
se
assemelha
a
um
vale
muito
grande,
não
conseguimos
ter
a
visão
ampliada
da
totalidade,
nem
constatar
a
sabedoria
do
plano
divino.
Deus
tudo
realiza
com
justiça,
misericórdia
e
amor.
Cabenos
cultivar
a
paciência
e
buscar
a
montanha
da
meditação,
da
instropecção,
para
lhe
descobrir
a
grandeza.
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