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Há dias em que nos
perguntamos,
sinceramente, será que o
amor existe mesmo, ou
será uma invenção
daqueles que desejam que
ele exista?
Será que o amor não
passa de uma ilusão?
No entanto, quando
lançamos o olhar um
pouco além do nosso
limitado círculo de
visão, podemos perceber
que uma força invencível
rege a vida.
E é a essa força que
podemos chamar amor.
Sim, o amor de Deus no
qual o universo inteiro
está imerso.
Basta ter olhos de ver,
que notaremos a ação do
amor que, sem dúvida,
existe sempre.
Arrebenta-se o átomo,
desconcentrando a sua
energia, e nasce o
cosmo.
Brilha a estrela, como
gema policromada
no velário do céu, e o
universo se incendeia.
Organiza-se a célula e
exubera a vida.
Surge a semente,
repositório de vida
orgânica,
e a floresta se instala.
Apresenta-se a flor como
unidade de beleza,
e multiplicam-se
jardins.
Dobram-se os jardins, em
homenagem à
sensibilidade geral,
e aromatiza-se todo o
ambiente.
Goteja o pingo d´água e
formam-se mananciais,
deságuam rios e
agiganta-se o mar.
Gesta a mulher, em
cooperação com o
Criador,
e surge a humanidade.
Brilha o intelecto,
devidamente direcionado,
e constitui-se a
ciência.
Medita o cientista,
querendo dar utilidade
aos seus estudos,
e elabora-se a técnica.
Multiplicam-se as
técnicas e vive melhor o
ser humano.
No ensejo do silêncio,
que facilita o olhar
para
dentro de si mesmo,
nasce a meditação.
Medita o ser sobre como
ver o mundo,
e a arte encontra
nascedouro.
Desenvolve-se a arte,
desentranhando a
criatividade humana,
e projetam-se idéias de
Deus.
E Deus é todo o amor que
existe.
E tudo quanto existe se
nutre do amor,
que é Deus, e nele está
imerso.
O amor existe sempre!
O zunzum dos insetos e o
vôo dos pássaros,
falam-nos de amor.
A germinação da semente
e a fecundação humana,
mostram-nos o amor.
O verme que fertiliza o
solo e a fera que ruge
na selva,
dão-nos mostras de amor.
O sorriso da criança e o
aconselhamento do velho
são quadros do amor.
A disposição do jovem e
a ponderação do adulto
são obras do amor.
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Em tudo vibra o amor...
E o amor é Deus.
Busquemos, então,
meditar sobre o que
temos e o que não temos,
sobre quem somos e sobre
quem não somos, a
respeito do que fazemos,
e do que não fazemos,
guardando a convicção de
que sem a presença do
amor naquilo que temos,
no que fazemos e no que
somos, estaremos
imensamente pobres,
profundamente carentes,
desvitalizados.
Seja qual for a lida, a
luta, a nossa atividade
no mundo, vinculemos-nos
ao amor, acatemos as
suas sugestões e
vibremos vitoriosos e
felizes, plenos de vida,
de candura, de harmonia,
pois com o amor seguimos
com Deus, agimos por
Deus e em Deus,
conscientemente, nos
movimentamos.
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